quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Há alguma diferença entre Deus e Allah?


Os Messiânicos* (ver nota do tradutor no fim por favor) acreditam que Deus revela-se aos humanos de uma forma única através da Bíblia e através de Jesus o Messias. Outros credos que repudiam isso, tal como o Islão, são religiões falsas, mesmo que contenham verdades parciais na sua estrutura religiosa distorcida.

Os Messiânicos acreditam num Deus único. Um Deus que governa todo o universo e sobre toda a humanidade, acreditem ou não na sua existência. Há um único Deus, exaltado e cheio de glória e poder. É impossível limitá-lo a apenas “o Deus dos Cristãos” ou a um “Deus dos Muçulmanos, ou a qualquer outra categoria. O Deus revelado nas Escrituras não é um Deus local. Ele não é o Deus dos Judeus apenas, ou exclusivo dos Cristãos, nem propriedade dos Muçulmanos. Ele é Deus de todos e sobre todos.

Judeus, crentes Messiânicos e Muçulmanos, todos reclamam ter fé num único Deus, um criador que se revelou aos homens, ao contrário das religiões pagãs que acreditam em muitos deuses. Ainda, a questão que realmente importa realmente não é se os Messiânicos e os Muçulmanos acreditam no mesmo Deus único ou se lhes chamam o mesmo nome. O que realmente importa é o que cremos a respeito d’Ele, do seu Ser, o Seu carácter e as Suas atitudes, e se O conhecemos pessoalmente e diretamente.

Como é Deus?

Os Messiânicos baseiam as suas crenças na Bíblia, compreendendo a natureza de Deus através da observação do Jesus Messias, e através do qual Deus se revela completamente à humanidade. Eles acreditam que a essência e o carácter de Deus é amor. Essa é a razão pela qual eles lhe chamam “Pai”, um nome significativo para qualificar uma aproximação familiar e de relacionamento pessoal.

Enquanto há algumas semelhanças entre a perceção de Deus no Cristianismo e no Islão, não há dúvida que muitas ideias acerca de Deus no Islão contradizem o que é revelado na Bíblia. A compreensão muçulmana da natureza de Deus é muito diferente da imagem de como Ele se revela ao homem na Bíblia e através de Jesus. A imagem de Deus no Islão é baseada no que é escrito no Corão e nas tradições atribuídas a Maomé (o hadith).

Assim como a fé Messiânica não pode ser separada de Jesus, também o Islão não pode ser separado de Maomé. E todo o Muçulmano reconhece que foi a Maomé que Allah transmitiu o Corão e o Hadith. Maomé, tal como ele disse e fez, é a única fonte de autoridade no Islão.

O Islão enfatiza um Deus singular, grandioso, poderoso e forte na sua transcendência e na sua “independência” – Allah é muito mais diferente do homem do que qualquer homem o possa imaginar. Allah é tão diferente que não pode ser descrito por palavras humanas. Ele não é um Deus com uma personalidade que quer ter uma relação profunda com o homem; ele não se identifica com a experiência humana, e não reconhece o sofrimento.

Allah não se revela aos humanos; ele apenas revela a sua vontade. Muitos dos conceitos de Deus encontrados no Islão são diferentes da forma como a fé Messiânica se posiciona e até mesmo são contrários ao nosso entendimento sobre Deus.

O Islão nega a divindade de Jesus e a sua encarnação; nega a sua morte expiatória na cruz e a sua ressurreição; nega a trindade de Deus e declara que Deus não tem Filho. Os preceitos fundamentais da fé Messiânica são uma abominação e uma heresia aos olhos do Islão.

Deus ama os pecadores ou não?

O Deus que é apresentado na Bíblia é o nosso Pai nos céus que ama os pecadores, deseja a sua salvação e anseia por um relacionamento pessoal com o homem como Seus filhos e Seus amigos. No Seu grande amor Ele enviou o Messias Jesus para morrer na cruz afim de se tornar um sacrifício redentor, para expiar os pecados pela humanidade e dar-lhe total salvação e vida eterna. Esta salvação é um dom de graça facultada gratuitamente a todos os que creem em Jesus.

Por outro lado, o Deus do Islão não ama os pecadores e exige aos humanos que se salvem pela total rendição a ele, como escravos que obedecem aos seus mandamentos perfeitamente.

O Deus da Bíblia é fiel à Sua palavra e promessas. O Deus do Islão é arbitrário, faz o que lhe agrada, e não compromete a sua própria palavra e promessas. Na fé Messiânica, Deus dá-nos segurança e certeza na nossa salvação, a qual não depende de nós mas apenas do trabalho perfeito do Messias. No Islão o crente não tem a certeza da sua salvação. Um muçulmano bom e temente pode ir para o inferno apesar dos seus esforços, se Deus, (de acordo com esta soberania arbitrária que não pode ser discutida) o desejar.

Na fé Messiânica, Deus trata o arrependido com amor e bondade. No Islão o destino do homem é determinado no começo por Deus e é imutável.

Os Messiânicos creem num Deus que criou o mundo e estabeleceu leis lógicas razoáveis para o governar. Estas leis são fixas mas o homem pode examinar a natureza e descobrir os seus segredos através da pesquisa lógica e científica. O Islão Ortodoxo, por outro lado nega o princípio de causa e efeito (mesmo que certa causa produza sempre o mesmo resultado) e invoca que Deus cria tudo novamente a cada momento de acordo com a sua vontade. De acordo com este conceito, a natureza é imprevisível, e por conseguinte não se deve pesquisar as razões porque as coisas acontecem no universo fazendo uso de processos lógicos de pensamento.

O verdadeiro significado do nome de Allah.

O termo Allah (الل) como nome “o único Deus” aparece na língua árabe muito antes do nascimento do Islão. Cristãos Árabes chamam ao Deus da Bíblia Allah. A palavra Arábica, Allah, tem origem na mesma raiz Semítica – א.ל.ה – e é próxima das palavras similares no Hebraico tal como – אל, אלוה e אלוהים – palavras comuns na Bíblia como nomes de um único Deus, o Deus de Israel.

A palavra Arábica Allah significa “o Deus” (el-illa). Enquanto que os Árabes Cristãos se referem ao Deus da Bíblia desta forma, os Árabes pagãos usam esse mesmo nome para o seu Deus mais elevado – o único acima dos seus muitos semideuses. Maomé usou esse nome como o nome de um Deus cuja mensagem ele pregou na Península Arábica. Ele elaborou a sua compreensão do Deus do Islão a partir de fontes Judaicas, Cristãs e pagãs.

As alegações que se ouvem recentemente no mundo Cristão ocidental, que Allah, Deus do Islão, é um Deus pagão, e que Árabes Cristãos não deveriam referir-se ao nosso Deus real dessa forma, são inaceitáveis. A palavra Grega theos, que foi usada para os deuses pagãos da Grécia, já aparece na Septuaginta e nos originais Gregos do Novo Testamento como palavra para “Deus”, o equivalente à palavra Hebraica “אלוהים”. Agora, a palavra em Inglês “God” tem origem no mundo pagão no período pré-Cristão Germânico, e isso não incomoda os Messiânicos que falam Inglês.

À luz de tudo isto é sem dúvida apropriado que se ajuste aos Cristãos que falam Árabe o uso de Allah como nome de Deus.

Em João 14:6 Jesus diz: “Eu sou o caminho a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim.”

Se os Muçulmanos não aceitarem Jesus como o único, e a única forma, de chegar a Deus o Pai, eles não têm acesso gratuito (como nós temos) ao Deus que eles alegam que adoram. A compreensão muçulmana de Deus é uma distorção da verdade bíblica. Nós, como crentes, devemos partilhar com eles as boas novas do amor de Deus e a sua redenção completa em Jesus O Messias.

David Zeidan

Traduzido de:
https://www.oneforisrael.org/bible-based-teaching-from-israel/difference-god-allah/

Nota do tradutor.
Colocamos no nosso blog alguns textos de fontes messiânicas de Israel, logo, temos o dever de ser fiéis ao texto que está diante de nós. No ocidente, e no caso no nosso país, há “movimentos messiânicos” que tentam imitar as tradições judaicas numa tentativa de serem os mais fiéis intérpretes das escrituras e causam com isso muita confusão. Então, quando traduzimos “messiânico” traduzimos à letra e sem outras conotações, porque é um texto Israelita escrito inicialmente para judeus, e não temos que mudar a palavra para “cristão” porque “messiânico” também é uma palavra portuguesa. “Cristão” vem do Grego e “Messias” vem do Hebraico. Só porque alguns deturpam conceitos não temos por isso que deixar de ser coerentes. Samuel Dias

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